Reflexões sobre a cura no mundo de hoje...

Ouvir, estimular, amar e orar
Quando paro para pensar sobre a Conferência de Cura SFP de junho do ano passado, muitos pensamentos me vêm à mente. Um dos aspectos desse evento que mais me impressionou foi a riqueza e a diversidade dos modos pelos quais o carisma de cura vem sendo realizado pelas Irmãs e Afiliados em todo o mundo. O entusiasmo, a criatividade e a alegria das Irmãs mais jovens quando falavam dos seus ministérios foi algo especialmente inspirador para mim. Agora,  usar o nosso Calendário de Cura SFP de 2012, está me ajudando a recordar muitos dos ministérios que testemunhei naqueles dias.  Deus, o protetor, me fez pensar em nossas Irmãs que estão oferecendo um abrigo seguro para pessoas refugiadas. Deus, aquele que sonda os corações humanos, me revelou a disposição com que as Irmãs e os Afiliados estão acolhendo mulheres que foram enganadas pela armadilha da prostituição. Deus, o provedor, me possibilitou ver imagens das Irmãs e dos Afiliados que estão cuidando das necessidades físicas dos pobres – desde os mais jovens até os mais idosos, que estão recebendo alimentos, roupas, cortes de cabelo, cuidados de enfermagem, e muto mais... A lista desses serviços é muito longa.  Então, para mim, na minha idade avançada, qual é o meu lugar na realização do nosso carisma de cura?  Creio que posso ouvir! Posso incentivar! Posso amar! E posso orar!
Irmã Marie Clement Edrich, SFP

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Transmitir a Energia Divina
Para mim, ser uma pessoa capaz de cura no mundo de hoje significa estar plenamente aberta ao presente e à presença do Espírito Santo para transmitir sua Energia Divina a cada pessoa que passar por mim, na minha caminhada para Deus, cuja cura é abundante!
Thomasina Nolan

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Conectar as Pessoas entre Si e com os Outros
O que significa ser uma pessoa que cura os outros, no mundo de hoje?  Acho que a cura é, de muitas maneiras, independente das doenças, das deficiências, dos tratamentos, ou mesmo da  morte. A cura é uma reinterpretação, em certo sentido, das experiências da vida. É relacionada à plenitude, e a plenitude é algo que sentimos no interior de nós mesmos e em conexão com os outros. Neste sentido, a cura é a a interação pessoal entre a mente, o corpo e o espírito no convívio da comunidade humana.
É isso essencialmente o que estamos tentando fazer no Celeiro do Centenário. A Conferência Congregacional de Cura de 2011 foi minha primeira experiência palpável da diversidade dos serviços oferecidos pela Congregação.  Minha impressão imediata do evento da Conferência foi uma sensação de calor humano, de valorização e inclusão dos indivíduos. A interação entre as Irmãs mais jovens e as mais idosas foi simbólica daquilo que disse o grande cientista Isaac Newton:"Se vi mais longe foi por ter estado de pé sobre os ombros de gigantes.", quando constatei que as mais jovens respeitosamente reconhecem o grande trabalho realizado pelas Irmãs idosas que, no passado, dedicaram suas vidas pelo próximo e que agora oferecem às mais novas os seus valiosos conselhos e o seu estímulo.
Afiliada Rose Aleman

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A Cura em Ação
Nossa Conferência de Cura apresentou muitos desafios, perspectivas e oportunidades de crescimento. Pe. Anthony Gittins, CSSp, nos deu exemplos práticos de cura. O que mais me comoveu foi sua compreensão da prática da evangelização. Antes de ouvi-lo, quando as pessoas diziam "Precisamos evangelizar!" eu só conseguia imaginar alguém pregando nas ruas.  Mas ele afirmou que o Espírito do Senhor enviou Jesus para “...evangelizar os pobres, proclamar a remissão aos presos, e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos, e proclamar um ano de graça do Senhor.” (Lucas 4, 18-20).  Essa é a agenda de Deus para Jesus. E é precisamente a mesma que Ele propõe a nós. A maneira como Jesus vive essa agenda é a evangelização. O próprio Jesus é a boa notícia. É Ele a própria cura em ação, reconciliado nas suas obras e abraçando as pessoas, fisicamente.
Pe. Gittins identificou os quatro componentes essenciais que constituem a evangelização integral: a proclamação, o testemunho, o diálogo e a libertação. Os ingredientes básicos do ministério de cura de Jesus são o encontro, a comunhão à mesa, o lava-pés e cruzar fronteiras.  A explicação que ele nos deu ajudou-me a verificar como as minhas ações cotidianas são uma forma de evangelização. Curamos o mundo sempre que levamos as boas novas de Jesus às suas criaturas!
Irmã Karen J. Hartman, S.F.P.

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Ser uma presença transformadora
Lembrando a nossa Conferência de Cura de junho do ano passado, comecei a refletir sobre a questão que Irmã. Tiziana Merletti nos propôs: "O que significa, para mim e para nós, sermos instrumentos de cura no mundo de hoje?" A energia e o espírito que permearam a nossa Conferência deu-me a grande esperança que uma reviravolta possa acontecer no mundo de hoje. Como sociedade, temos a tendência de querer ignorar a violência estrutural que oprime tantas pessoas inocentes ao redor do globo. E isso se deve, ao menos em parte, à fragmentação dos velhos sistemas que estamos vivendo no dia de hoje.

Para sermos instrumentos de cura precisamos permanecer em meio ao caos mas com uma mente e uma atitude que abracem essa realidade para mudá-la; e que precisamos nos manter abertos a ir aonde o Espírito nos conduzir.  Acho que quando nos conformamos com idéias fixas, perdemos o dom, ou a visão que nos permitem perceber as graças de Deus e como Ele age dentro de nós. Para sermos instrumentos de cura, dependemos uns dos outros. Não conseguimos fazer nada sozinhos.

Como disse o teólogo Dietrich Bonhoeffer, “A igreja é igreja somente quando existimos para os outros.”  Juntos, podemos realizar grandes feitos. Para mim, a cura é um antegozo do Reino, que ainda não chegou à sua plenitude. Acredito que todos os que participaram da nossa Conferência de Cura têm o desejo de ser uma presença transformadora de modo que, através da nossa missão e carisma, o nosso mundo possa se tornar um lugar melhor para todos.
Afiliada Joan Mills

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A Sua Cura Está Em Toda Parte
“Não existem passageiros na Espaçonave Terra. Somos todos tripulação” (Marshall McLuhan). Cada membro da tripulação tem a responsabilidade de se manter em relacionamento correto com a Mãe Terra, com seu Criador, consigo mesmo e com o outro. Como seguidores de Jesus, de Francisco de Assis e de Madre Francisca, nosso apelo como curadores é cuidar do nosso mundo fragmentado e ferido. Nossa vida não nos pertence. Todos os dons e habilidades que desfrutamos nos são concedidos por Deus para que possamos ajudar o próximo mais necessitado. A Cura de Deus está em toda parte e é tornada concreta mediante as nossas interações diárias com relação às pessoas.

Durante a nossa Conferência de Cura fomos lembrados por Pe. Anthony Gittins, CSSp, que é fácil falar a respeito das pessoas que estão passando fome, pobreza, sofrimentos, solidão, e rezar por elas.  No entanto, aquelas pessoas, sem nome e sem rosto, precisam se tornar pessoas reais e tangíveis na minha vida diária.  O encontro é um imperativo. Devo passar do meu amor "genérico" para um amor "específico".  “Para mim”, disse Pe. Anthony, “uma dessas formas específicas está sendo oferecer serviços como guardião de pessoas com deficiência.  Nos últimos três anos, ou mais, tenho atuado como guardião legal para sete jovens com problemas mentais ao ponto de não poder cuidar adequadamente de si mesmas. Algumas delas não têm família nem amigos.  Minha função tem sido supervisionar seu atendimento.  Como Guardião, torno-me um instrumento do amor de Deus e da sua cura sendo um ouvinte, um carinho, uma presença, um advogado, e um amigo.  E, certas vezes, tem sido o meu privilégio sentar-me com eles e orar ao seu lado no momento em que estão partindo para a sua última viagem desta Espaçonave Terra, para irem encontrar o abraço caloroso de Deus, que as ama infinitamente.”
Irmã June Casterton, sfp

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