Testemunhei a cura de uma outra pessoa

“Deus não abandona aqueles que O amam."anita mcardle

Ao longo dos anos, trabalhando como enfermeira religiosa, testemunhei muitas curas, mas nenhuma tão emocionante como esta. No tempo em que eu servia nossas queridas Irmãs no Centro Monte Alverne, em Warwick, NY, testemunhei a cura de muitas Irmãs, inclusive a minha própria cura de uma doença grave, ocorrida há muitos anos.

Toda vez que eu assistia uma pessoa na sua partida para a eternidade, sentia-me surpresa com a paz que enchia o meu coração, dissipando o temor da morte.  Testemunhei a agonia de muitas Irmãs que haviam vivido profundamente o nosso Carisma, que tanto haviam feito e se sacrificado, mas cujos dons e esforços nem sempre tinham sido publicamente reconhecidos.
 
Sempre acreditei que o nosso Carisma define quem somos como Irmãs Franciscanas dos
Pobre porque o nosso modo de realizá-lo determina a nossa essência!  Nossas Irmãs mais idosas implementavam o Carisma de Cura porque eram filhas de Madre Francisca. Tocaram muitas vidas, e só Deus sabe quantas pessoas foram curadas!

A cura que estou para descrever foi extremamente surpreendente, mas ainda assim ilustra bem o que disse o Pe. Anthony Gittins durante a nossa Conferência de Cura:”Deus não abandona aqueles que amam.”

Lembro-me com reverência da despedida de uma Irmã que me pareceu tão incomum e inclusive para as outras religiosas que estavam orando com ela, no quarto. A Irmã em fim de vida se encontrava em estado semi-comatoso, mas se comportava de maneira extremamente agitada. Durante a semana anterior à sua morte, muitas vezes havíamos rezado com ela a oração da noite, inclusive com a participação de alguns membros de sua família.  Ela tinha estado em paz, somente seus lábios se moviam, acompanhando. Mas naquele dia especial, depois que a enfermeira  havia pendurado no suporte a bolsa contendo a solução intravenosa  para aliviar a desidratação, a Irmã ficou muito irritada e começou a gritar: “Me matem! Me matem!”  Perguntei-me o que podia estar acontecendo de errado, mas ela continuava a gritar:  “Me matem! Me matem!”

Pedi a Irmã Rose Margaret Delaney que orasse por ela, porque senti que aquela Irmã estava passando por uma terrível tentação. Irmã Rose Margaret orou, e nós oramos com ela.  Então, de repente, uma aura de paz e contentamento iluminou o rosto da Irmã que estava prestes a morrer, e ela entrou em coma profundo. Sua caminhada estava quase chegando ao fim e de fato ela morreu em paz, pouco tempo depois.

Acredito que a parte mais profunda do nosso Carisma seja realmente definida por São Francisco e a Bem-Aventurada Francisca, e que se encontra na mutualidade das nossas relações.

  

 Irmã Anita McArdle, SFP

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