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Muitas mensagens da Conferência de Cura ficaram impressas em minha alma e na vivência concreta a serviço da comunidade e dos marginalizados que, a cada dia, o Senhor, em Sua infinita bondade, coloca no meu caminho.  Embora nossas atividades cotidianas nem sempre nos ajudem a manter vivas e presentes nem mesmo as realidades mais belas e significativas da nossa vida pessoal e congregacional, eu gostaria de destacar duas mensagens em particular que têm me acompanhado, estimulado e impelido nos momentos difíceis, dando um sentido à ação a ser cumprida.

Logo no início do seu discurso de abertura, Irmã Tiziana Merletti nos estimulou a sermos “instrumentos de cura”.  E em certo ponto ela afirmou: “Já sabemos o que precisamos fazer: abaixar o volume do nosso ego para a voz de Deus soar mais forte no meio de nós . . .  Vamos nos empenhar mais uma vez e antes de tudo, em aceitar a realidade de que todos somos curadores feridos.”

Padre Anthony Gittins, CSSp, no final de sua palestra, nos disse que precisamos “cruzar fronteiras” expressando-se com estas palavras: "Para vocés, hoje, o desafio é fazer Jesus renascer onde quer que o seu ministério de cura possa conduzi-las.  E isso exige imaginação, esperança e uma ardente fidelidade.”

Lembro-me muito bem que no momento em que Pe. Anthony acabou de pronunciar essas palavras, senti dentro de mim a conexão com as palavras de Irmã Tiziana e disse para mim mesma: Cristina, você já pode ir embora,  porque se conseguir integrar tudo isso e viver desse modo, não precisará fazer mais nada...

 13a Encarnar a mensagem do amor...
Há um velho ditado que diz: “a língua fica sempre tocando no dente que dói.”  Mesmo sendo uma referência a um aspecto físico, ou em sentido metafórico, à vida de uma pessoa ou de um grupo, esse provérbio pode também referir-se à nossa caminhada espiritual, tanto pessoal quanto comunitária.  Parecia-me então entender que essas mensagens que estavam ressoando tão profundamente em minha alma estivessem pedindo uma atenção toda especial e portanto, uma realização mais concreta no meu cotidiano.

De fato, aquelas palavras de Irmã. Tiziana: “Precisamos abaixar o volume do nosso ego para a voz de Deus soar mais forte no meio de nós . . .”  reformularam um programa de vida.  Calar, e não somente a boca, mas também minhas ideias, meu modo de ser e de fazer, criando dentro de mim o espaço necessário para acolher a voz de Deus.  Mas quem já conseguiu ouvir Deus falar?  Onde, quando, por meio do que, ou de quem, Deus fala comigo?

Aí está o primeiro grande desafio: acreditar, de todo coração, que Ele gosta de falar comigo no silêncio.  Somente quando me esvazio de mim mesma, quando talvez me encontro distraída ou desanimada, ferida pelos meus próprios erros ou pelas falhas dos outros, é que Ele fala comigo.

  • Deus me faz ouvir sua voz assim como fez São Francisco abrir três vezes, ao acaso, o Santo Evangelho, para compreender qual seria sua vocação e missão.
  • Deus fala comigo através da irmã que está ao meu lado e que percebe a realidade de maneira diferente da minha.
  • Deus fala comigo através de muitas pessoas, ricas e pobres, jovens e adultas,  cheias de sofrimento ou de alegria, que encontro todos os dias, na minha caminhada.  Mesmo sem saber, o que eles me pedem é uma ajuda para que Jesus possa nascer e renascer dentro deles.
  • Certamente sabemos que o portavoz de Deus por excelência é a sua criação, também ela ferida e, em tantos aspectos, agonizante, à espera dos meus e dos nossos cuidados. Silenciar o próprio ego é algo bem fácil de dizer, mas muito difícil de se pôr em prática.

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Uma conversão diária
Depois da Conferência, quantas vezes me perguntei: será que eu conseguiria fazer calar meu ego para poder ouvir quando Deus me fala?  Mas como “a língua fica sempre tocando no dente que dói”, quando percebo que esse pensamento continua voltando à minha mente, compreendo que estou precisando de uma conversão exatamente nesse sentido.

Deixar morrer meu ego para escutar Deus falando no meio de nós, fazer renascer Jesus entre todos e para todos, na Igreja e em ministério é e será a minha caminhada como SFP.  A nossa caminhada. Quantas pequenas experiências vêm constelar meu dia a dia com relação a essa escuta! Uma escuta que significa abrir um espaço no meu interior para permitir que Deus possa amar aquela pessoa através de mim, sem julgar. 

Alguns dias atrás tive a oportunidade de permanecer à escuta de uma pessoa muito doente e deprimida.  Quando perguntei a ela porque estava tão triste, contou-me uma longa história de sofrimentos e de abusos de todos os tipos. Percebi toda a minha impotência e insuficiência, mas também uma grande presença de Jesus, a quem eu continuava repetindo: “Só Tu podes curá-la . . .”  E Ele não demorou a iniciar dentro dela um verdadeiro tratamento de cura moral, espiritual e até mesmo física.

Ir. Cristina di Nocco, sfp

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