Nada pode existir sem partilhar a sua existência

Jesus nos lembra que participar do viver também significa participar do morrer, e que esse processo pode ser – é intencionado a ser – vivificador para os outros, além de nós mesmos. Como começamos a ver com novos olhos?

Cada respiro meu é um intercâmbio criativo com as árvores e tudo o que é verde e que cresce, e a minha vida depende dessa troca. Sou uma pequena participante do imenso processo planetário de criar vida, reciprocamente. Mas sou capaz de perceber isso?

Il Battesimo di Cristo, di Daniel Bonnell

Agradeço às árvores por processarem o gás carbônico que exalo e por me darem o oxigênio que me é indispensável para viver? E se eu parasse para reconhecer que cada membro da “cadeia alimentar” que me nutre é o dom de uma espécie vivente?

Nosso Criador parece vivificar um processo que é absolutamente dependente da partilha ... Nada pode existir sem partilhar sua existência. Depois, penso na nossa sociedade consumista e sobre como eu e todos nós usamos e acumulamos “coisas” de que não necessitamos. Como somos imprudentes e desrespeitosos para com a generosidade da inteira comunidade da vida que nos sustenta!

E como o nosso comportamento consumista nos cega! A escritora Barbara Kingsolver observa que, na nossa cultura, não reconhecemos o consumismo como um erro espiritual, nem mesmo como mau comportamento! Simplesmente não o vemos. Ou talvez, mais corretamente, vemos tudo através das enganosas lentes da dominação (“a espécie humana é soberana e pode fazer o que quiser com o resto da criação”), e das lentes da competição (“ter mais é melhor”) que nos proporciona aquele status social de quem possui mais do que os outros.

il globo

Pensei também sobre como temos medo de morrer – tanto daquele morrer-para-si-mesmo que o amor quotidiano requer de nós, quanto daquele morrer que marca a ruptura do nosso viver sobre a Terra. Até parece que achamos inapropriado que o ser humano possa morrer, ignorando o fato que todos os seres do planeta estão neste momento oferecendo sua vida (conscientemente ou não) pelo bem do todo.

Na magnífica expressão da autora Annie Dillard, tudo está sempre ou beliscando ou sendo beliscado. Tudo. Inclusive nós, os humanos. Se o resto da criação participa continuamente do meu processo vital, mantendo-me viva e com saúde, o que posso dar em troca? Como estou participando da sustentação e da intensificação do processo? Como posso aprender a ver com novos olhos?

Ir. Elaine Prevallet, SL


Pergunta para Reflexão:

Procuro usar meus talentos de maneira generosa, para ser útil aos outros?

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