Viver com compaixão

Em seus escritos, você nos convoca a sermos co-criadores com Deus, in-carnando as quatro atitudes da amplidão, da contemplação, do empenho e da imaginação. Como é que essas posturas nos dão a liberdade de ser-mos mais misericordiosos e de vivermos de maneira mais compassiva?

As pessoas que são genuinamente co-criativas agem por meio de uma consciência expandida que reconhece a unidade essencial da inteira criação. A amplidão é a capacidade que nos permite passar daquilo que é “meu” para aquilo que é “nosso”. A palavra “compaixão” significa, literalmente, “sofrer com o outro a partir de minhas próprias vísceras”. O que, para mim, não só indica que entrei no espaço do outro por empatia, como também que permiti que a presença do outro entrasse, de alguma forma, no meu espaço e que se tornasse parte da minha consciência e do meu espírito.

 

Tenho tanta consideração pelo outro que devo reconhecer que nós dois somos um só!
A contemplação é um conceito intimamente relacionado à amplidão. De fato, poderíamos dizer que a amplidão provém da contemplação, a qual é, essencialmente, a nossa capacidade de ver. “Olhar longamente e com amor para aquilo que é real” é uma antiga definição de contemplação.

Hoje em dia, agimos muitas vezes num ritmo tão acelerado e tão cheios de julgamentos prévios que nem conseguimos ver aquilo que temos diante de nós! Costumo promover a meditação por ser uma prática capaz de nos desacelerar, de nos abrir e de nos ensinar o que é real, tanto no interior de nós mesmos como à nossa volta. É justamente a prática da meditação que nos permite sermos contemplativos.

per una nuova cosmologia
compassione

Mas apesar de serem essenciais, a contemplação e a amplidão não são suficientes. Precisamos ainda nos empenhar em viver nesse espaço. Esse empenho envolve um agir cheio de integridade, que opera na nossa amplidão e na nossa visão contemplativa.

Não é suficiente reconhecermos a unidade essencial do cosmo, que inclui todos os seres existentes. Cada ação que assumimos deve refletir essa noção, de alguma maneira. O ideal é que o nosso empenho receba informações tanto da amplidão como da postura contemplativa. Desse modo, não agimos compulsivamente e estabelecemos intenções co-criativas.

Finalmente, é através da imaginação que esse novo nível de consciência encontra sua própria expressão. Somos a primeira geração que está podendo ver de maneira tão tangível a conexão essencial entre todas as coisas que existem, o que nos impele a viver num espaço totalmente novo. Não precisamos de mapas, nem de definições: basta simplesmente nos entregarmos às imaginações que foram confiadas ao Espírito. É isso o que significa viver de maneira co-criativa.

Judy Cannato

Pergunta para Reflexão:

Como a realidade de um “Campo de Compaixão” é motivo de esperança para você ?

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