Afiliado Antonino Cama

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Antonino (Nino) Cama foi nosso Afiliado desde 1994.  Era casado com a Afiliada Graziella Frizone, e pai de duas filhas: Maria Letizia e Alessandra. Nino era Gerente Operacional dos Motores das Balsas entre o sul da Itália e Messina, a cidade onde morava com sua família.

Os membros da família Cama ficaram conhecendo as Irmãs Franciscanas dos Pobres na Paróquia de Santa Catarina, depois que suas filhas haviam ido assistir aulas de catequese ministradas por Irmã Beata Nigro.  Depois, voltaram a aproximar-se de nossas Irmãs quando a filha caçula, Alessandra, passou um tempo em discernimento no nosso Centro Juvenil, em Frascati.  Em um carta, Nino assim descreveu sua impressão inicial das nossas Irmãs: "Senti-me atraído pelo carisma das Irmãs de curar as chagas de Cristo Crucificado na pessoa dos pobres; pelo seu estilo de vida simples, como estrangeiras e pobres, parecido com o dos primeiros cristãos; e pela sua maneira gentil de tratar as pessoas. "

Durante os anos seguintes, fomos aprofundando nossas relações.  Eles passaram a partilhar a vida das Irmãs da Comunidade Santa Chiara, em Messina e a frequentar as reuniões dos Afiliados e as Assembléias de Área. Nino participava sempre com grande entusiasmo, sendindo que esses acontecimentos muito contribuíam àquilo que ele chamava de sua “conversão”, referindo-se ao período em que procurou aprofundar a sua relação com a Palavra de Deus.

Adoecentdo entre 1994-1995, Nino passou a viver sua enfermidade com muita fé chegando a afirmar: "Não sinto minha doença como um castigo, mas sim como um presente de Deus, porque ela me fez refletir e colocar minha alma em ordem, permitindo-me enfrentar meu sofrimento com mais serenidade. A fé em Deus e a confiança na intercessão de Madre Francisca têm me curado não só fisicamente mas, acima de tudo, espiritualmente. "

Sentindo isso em sua alma, Nino fez compromisso permanente de Afiliado no dia 8 de dezembro de 1995.  Naquela ocasião, ele declarou: "Estou feliz por fazer parte da família das Irmãs Franciscanas dos Pobres e renovar a minha aliança com vocês, para sempre, em Cristo, nosso Senhor."

Nino participou fielmente dos Encontros de Formação para os Afiliados, que foram de grande ajuda, especialmente as meditações sobre a palavra de Deus. Sobre isso, ele comentou: "No início, minha caminhada de conversão parecia muito difícil.  Mas hoje sinto que fazer sempre a vontade de Deus torna tudo mais fácil.  Em minha vida, constato que Deus é um Pai infinitamente bom, que faz tudo funcionar pelo bem daqueles que O amam."  Nino participava da liturgia com muita fé e dedicava uma boa parte do seu dia às orações.  Era especialmente devoto de Maria, Mãe de todas as Graças. Sentia que era seu filho, e lhe pedia para ajudá-lo a viver como um autêntico cristão.

O período de sua doença foi também um tempo de provações para ele.  Em 1998, Nino declarou: "Durante este tempo tenho encontrado conforto na fé que Deus nosso Pai, o qual é Amor e Misericórdia, tem concedido graciosamente para mim. No começo, achava difícil orar. Mas foi então que, numa tarde de sábado, durante a Liturgia, o padre explicou que a oração mais agradável a Deus é o nosso sofrimento.  Isso me deu conforto.  Minha doença podia me fazer crescer!  Alguma coisa mudou dentro de mim.  Descobri uma realidade mais profunda.  Aprendi a refletir e a contemplar.  Encontrei o cerne da vida – que é amar e ser amado.  Isso deu-me um profundo senso de realização e uma fé mais autêntica."
 
Nino era uma pessoa boa, sensível, carinhosa e pronta para partilhar seus bens materiais e espirituais.  Durante estes últimos anos, à medida que sua saúde ia se tornando cada vez mais precária e já não podia sair de casa, costumava acolher as reuniões dos Afiliados em seu próprio lar.

Em seu compromisso de Afiliado, Nino expressou seu desejo de ". . . viver o nosso carisma totalmente e para sempre, oferecendo tudo e orando por todas as Irmãs Franciscanas dos Pobres, por novas vocações e por todos os pobres."  E foi o que ele fez, durante seus dezoito anos como Afiliado, especialmente na última parte de sua vida.

Em suas cartas, ele sempre agradeceu do fundo do coração às Irmãs e aos Afiliados por orarem pela sua cura.  E costumava dizer: "Quando sofro mais de tudo, meus pensamentos se voltam para todos vocês.  Ofereço meus sofrimentos, como o fez Jesus crucificado, pela santificação e pelo desenvolvimento da Congregação e dos Afiliados SFP."  Nino sentia que a nossa “família franciscana” lhe havia oferecido um dom inestimável: o da união fraterna.  E era dessa unidade no seio da "família franciscana" que ele mais falava no final dos seus dias.

Nos últimos estágios, sua enfermidade era para ele uma experiência particular de graça, de oração intensa, de abandono à vontade de Deus, e de doação de si mesmo, entregue nas mãos de Deus e de Maria.  Até o fim, ele foi constantemente assistido por sua esposa, Graziella. Nino expressou-lhe sua gratidão e sua preocupação por ela e por todos aqueles que o amavam. Em seus últimos dias, quando já não mais podia receber as pessoas que lhe eram importantes, tais como seus netos, acabou encontrando uma maneira de fazê-los sentir sua presença enviando-lhes uma frase do profeta Isaías, escrita sobre uma estrela, “Não tenham medo; animem-se, pois o nosso Deus está aqui. Ele vem vindo para nos salvar” (Isaías 35, 4). Estas são as últimas palavras que Nino procurou vivenciar sobre a terra, e que foram colocadas sobre seu esquife.

Nosso muito obrigado, Nino, você foi um querido irmão que o Senhor colocou no nosso caminho!  Agradecemos a Deus pela sua vida, que foi para nós um testemunho luminoso de fé e de bondade!

Escrito pela Área da Itália

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