Pastoral da Criança: semear Paz E Esperança

 

 

1braRostos de Esperança! Esperança é o que vemos no olhar de cada criança e de cada mãe beneficiada pela Pastoral da Criança – uma obra típica da Igreja no Brasil baseada na opção preferencial pelos pobres. Quando realizamos nosso trabalho com amor, alegria e dedicação, contribuímos para que a vida floresça. Essa Pastoral é um serviço apaixonante para aqueles que amam o próximo, a vida, as crianças e suas mães.

É simplesmente maravilhoso poder acompanhar de perto desde o primeiro sinal de vida de uma criança que está sendo gestada até os seis anos de idade. Desenvolver o trabalho da Pastoral da Criança na periferia da cidade pode ser um trabalho extenuante, mas não o é para quem o faz com amor e dedicação, como vem fazendo Ir. Goretti Pereira. Vamos ouvi-la falar de todo coração.

A primeira semente da Pastoral da Criança foi lançada em Genebra em maio de 1982, por Dom Paulo Evaristo Arns, então arcebispo de São Paulo, e o Sr. James Grant, então diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sediado em Genebra, durante uma reunião sobre os problemas da pobreza e a paz no mundo. No ano seguinte, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil confiava a tarefa de criar e desenvolver essa obra eclesial à médica pediatra e sanitarista Dra. Zilda Arns Neumann, irmã do Bispo, e a Dom Geraldo Majella Agnelo, então arcebispo de Londrina, no Paraná. Funcionando como um centro de ação entre as comunidades carentes, a Pastoral da Criança ensina as famílias como cuidar de seus filhos e identifica os que precisam de cuidados especiais. E procura também reduzir a violência contra mulheres e crianças.

Em 1989, a Dra. Zilda e outras pessoas por ela capacitadas, chegou à Diocese de Jataí e implantou a Pastoral da Criança. No dia 12 de janeiro de 2010, a Dra. Zilda caiu vítima do terremoto que atingiu o Haiti. Uma incansável batalhadora que expandiu seus incansáveis esforços pelos pobres além de muitas fronteiras, encontrava-se ali, iniciando a Pastoral da Criança naquele país. Sua morte foi uma perda irreparável para todos.
Em 2000, o Bispo Dom Benedito Domingos Coscia, então bispo de Jatai, convidou-me para ser a coordenadora da Pastoral da Criança na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. Eu me apaixonei mais e mais por essa Pastoral a cada um dos 13 anos que se seguiram, com o maior empenho e entusiasmo pelo trabalho que realizamos.

Eu acabara de ter sido transferida a Pires do Rio, quando Ir. Tarcila Teresinha Backes, FDC, a coordenadora da Pastoral da Criança Diocesana, convidou-me para assumir o seu cargo. Então, desde 2010, fiz mais ainda: coordenei a Pastoral na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, que estende um esforço missionário ao bairro Dr. Nadin Saud, na periferia da cidade, onde atuo até hoje com a ajuda de um grupo de voluntárias. Sinto-me muito feliz de prestar assistência também lá. Como é gratificante aplicar as ações básicas de saúde, promover a nutrição e a instrução aos pobres de Deus sobre os direitos da cidadania!

Aqui, como em todas as comunidades atendidas pela Pastoral da Criança, colocamos em prática um conjunto de ações desde a sobrevivência infantil e o desenvolvimento integral da criança até a melhoria da qualidade de vida das famílias carentes, procurando garantir o cumprimento de sua missão: “Para que todas as crianças tenham vida e a tenham em abundancia” (cf. João 10:10).
Entre as Ações Básicas da Pastoral da Criança destacam-se:

1. Apoio integral às gestantes;

2. Incentivo ao aleitamento materno;

3. Vigilância nutricional;

4. Alternativas alimentares;

5. Controle de doenças respiratórias;

6. Controle de outras doenças;

7. Diálogo sobre o uso de remédios caseiros;

8. Estímulo à vacinação rotineira de crianças e gestantes e à participação nas campanhas de vacinação;

9. Provisão de educação essencial;

10. Catequese infantil do ventre materno até os seis anos de idade.

bra2Todas pessoas que se voluntariam conosco nesse trabalho são capacitadas para desenvolver essas Ações Básicas.

No Brasil, é preocupante a situação das mães gestantes na zona rural, porque elas não costumam procurar os serviços públicos de acompanhamento pré- natal. Por isso, uma das principais funções das líderes da Pastoral é motivá-las a buscar esse acompanhamento. Fazemos isso oferecendo palestras de esclarecimento e ajudando-as a compreender os riscos que estão correndo por evitar o acompanhamento pré-natal e os benefícios advindos destes serviços. Sinto-me muito inspirada pelas palavras de Jesus: “Vão pelo mundo todo e anunciem a Boa Noticia do Evangelho a todas as criaturas” (Marcos 16:15).

Todos os anos, os voluntários da Pastoral da Criança conseguem salvar a vida de milhares de crianças. Nos lugares onde eles atuam, 13 de cada 1.000 crianças morrem antes de completar um ano de idade e 7 de cada 1.000 crianças estão subnutridas. No resto do Brasil, 35 de cada 1.000 crianças morrem e 16 de cada 1.000 crianças estão subnutridas. Graças ao trabalho dos voluntários, as famílias tornam-se parte de uma comunidade solidária, e assim podem melhorar sua própria situação. Com o empenho de todas as pessoas envolvidas na Pastoral da Criança e com o apoio da comunidade, recebendo orações de todos e agindo de boa fé, temos a certeza de que algum dia veremos pessoas de todos os credos comprometendo-se a buscar um mundo mais justo e fraterno para aqueles a quem Deus ama com maior ternura: as crianças.

Tenho sempre em mente estas palavras animadoras da Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança, Ir. Vera Lúcia Altoé: “É sempre muito gratificante chegar até vocês que se encontram espalhadas por este imenso Brasil, colaborando com o projeto de Deus que é levar vida em abundância a todas as gestantes e às crianças, que são as preferidas de Deus!”

 

 

Publicado: 09/06/2014

 

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